terça-feira, 28 de abril de 2009

Tudo Novo de Novo


Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

domingo, 18 de janeiro de 2009

A 301




Agora percebo o quanto vocês foram e são importantes para mim.
Nossas discussões eram apenas nós nos conhecendo e nos admirando.
Vocês se tornaram meus amigos, confidentes meus irmãos.
Sei que para alguns isso não passam de palavras mais vocês significam muito pra mim.
Vocês me ensinaram a viver e a entender com as diferenças, as opiniões e a enfrentar os obstáculos,
Vocês me ensinaram q existem um bem comum e que não sou o único que vou perder para que esse bem seja para todos.
Por meus amigos, confidentes e irmãos, agradeço a cada um de vocês por terem me ensinado um pouco, e tenho certeza que essa família que nós formamos ao passar do ano não irá terminar e que nossa suposta separação poderá até nos machucar mais a amizade que formamos será maior e nós iremos matar nossas saudades nas lembranças de tudo que nós vivemos.
Abraço a cada um de vocês.
=]

sábado, 10 de janeiro de 2009

Do alto de todas as casa não se morre de tédio






Do alto dessa casa, pouca coisa faz diferença. Vinte de julho, trinta e um de dezembro, primeiro de janeiro. Realmente, tanto faz. O sol nasce todos os dia, sem nem considerar nosso calendário. 1980, 2008, 2020. Que diferença faz? Pra mim e pro sol, não faz nenhuma. Os dias se parecem uns com os outros. E não entendo porque as pessoas do mundo fazem tanta questão de "fatiar o tempo" em pedaços disformes. Anos, meses, horas, segundos. Acho engraçado quando me aconselham a "dar tempo" ao tempo. "Como assim?", me pergunto em pensamento. Não sei. Mas gostaria muito de saber. Não costumo demarcar o tempo pois não o vejo passar. Os dias são iguais. Não uso relógio de pulso e aquele outro, na parede da cozinha, simplesmente não funciona. Faltam-lhe pilhas. Pilhas que sempre esqueço. Assim como esqueço de comemorar datas festivas. Assim como esqueço de ligar pros amigos em seus aniversários. Apenas esqueço e pronto. Porque não faz diferença. Do alto dessa casa, pouca coisa faz diferença. Natal, páscoa, carnaval. Tanto faz. O sol continua lá, nasce e se põe do mesmo jeito. Será que ele sente tédio? Se eu raiasse todo dia, sempre daquele jeito, eu também sofreria de tédio. Vai ver é por isso que, às vezes, chove. Só pra fazer diferente. Acho que os dias se diferem uns dos outros por meros detalhes. Um deles é a presença, quase sempre temperamental, da lua. Garota de fases. Essa não sofre de tédio, aposto. Cada semana tá de um jeito. Realmente faz a diferença. Mas mesmo ela, muitas vezes, se repete. Tudo se repete. A começar pela minha vida: Um enorme punhado de horas cheias dos mesmos "bom-dias!", "com vai!" e "obrigado!". Não uso calendários e aquela agenda, acima da escrivaninha, não funciona. Faltam-lhe anotações. Anotações que sempre esqueço. Assim como esqueço de checar a secretária eletrônica. Assim como esqueço de retornar as ligações. Esqueço e pronto. Porque não faz diferença. Os dias se parecem uns com os outros mas, nos detalhes, encontramos as diferenças que nos fazem aprender. E quando aprendemos sentimos o tempo passar. E quando sinto, ja passou. E só ficou o que aprendi. Do alto dessa casa, pouca coisa faz diferença, dentre elas se encaixam as coisas que aprendemos...e a lua, com todas as suas fases. Então, começo a entender um pouco mais sobre os motivos que levam as pessoas do mundo a fatiar o tempo em pedaços disformes. Embora o meu tempo eu prefira não demarcar com muita precisão. Por não saber quanto tempo ainda tenho para fatiar. E o sol, do alto de todas as casas, não morre de tédio, somente se diverte. Vive a dar risadas, do quão são diferentes as pessoas do mundo e seus dias, aparentemente, "iguais".


(Maíra Viana)